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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

CE: Governador soube pela imprensa que Força Nacional sairia

Agência Brasil
Na última semana de janeiro, o Ceará solicitou ao governo federal a permanência da Força Nacional de Segurança Pública por, pelo menos, mais 30 dias. O estado enfrentou desde os primeiros dias do ano uma série de ataques orquestrados pelo crime organizado. Nesta terça-feira (5), com o anúncio do secretário nacional de Segurança Pública, a gestão cearense soube da decisão do governo federal de iniciar o processo de retirada das tropas.

Em nota, a secretaria da Segurança Pública informou que "o apoio da Força Nacional foi solicitado, inicialmente, para o período de 30 dias. O Governo do Estado do Ceará solicitou a prorrogação da permanência das equipes por mais 30 dias. A secretaria esclarece que as tratativas para a prorrogação seguem em andamento".

A pasta informou, também, que "a atuação constante do efetivo nas ruas e as operações de inteligência estão tendo reflexo direto numa tendência de redução de atos criminais, como diminuição de roubos, furtos e homicídios. 466 suspeitos foram capturados, até esta segunda-feira (4), por envolvimento nos atos criminosos registrados no Ceará. Destes, 318 são adultos e 148 são adolescentes".

Durante sessão na Assembleia Legislativa do Ceará, ainda nesta terça, o governador Santana afirmou que "a informação não oficial que foi dada é que a Força Nacional irá ser estendida, apesar de que o ministro acha que a situação já foi resolvida no Ceará", apontando que "era importante" a Força Nacional permanecer com seus 406 homens no estado.

As tropas chegaram ao Ceará no dia 5 de janeiro, três dias após o início de uma onda de ataques atingir algumas cidades do estado. Ao longo do mês de janeiro, facções criminosas incendiaram ônibus, viaturas e chegaram até mesmo a explodir bombas em postes, torres e estações de transmissão de energia elétrica.

O secretário nacional de Segurança Pública, Gulherme Theophilo, foi o responsável por anunciar a retirada das tropas, em entrevista coletiva feita em Brasília, no início da tarde desta terça-feira. Segundo ele, a situação no Ceará "arrefeceu" e a retirada visa a preparar a Força Nacional para atuar em outros estados. O próximo estado que deverá receber integrantes da Força Nacional é o Pará, a partir de março.

Segundo o governo do estado, o fato de ter diminuído o número de ataques não significa que a segurança está controlada. Policiais civis, militares e bombeiros se manterão, durante o próximo mês, atentos contra atos violentos.

Segundo o jornal Tribuna do Ceará, em um mês, foram 283 ataques em 56 dos 184 municípios do estado, sendo 134 em Fortaleza. Nos últimos anos, o Ceará se transformou em um dos principais territórios em disputa por facções que tentam controlar o tráfico de drogas no Brasil e em nível regional.

O estado possui portos que são considerados estratégicos para o escoamento de droga para a Europa, Ásia e África. Atualmente, as três facções mais fortes no estado são o PCC (Primeiro Comando da Capital), o GDE (Guardiões do Estado) - que são aliadas - e o CV (Comando Vermelho).

Uol

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