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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Onda de violência reduz ocupação hoteleira de 85% para 65%

O cancelamento e a remarcação de reservas para hotéis e pousadas do Ceará devido aos ataques que ocorrem em Fortaleza e cidades mais distantes, como Jericoacoara, reduziram os índices de ocupação hoteleira no estado de 85% para 65%, segundo a Associação dos Meios de Hospedagem e Turismo do Ceará (AMHT).

Preparado para receber mais de 1 milhão de turistas nesta alta temporada - dos quais 100 mil são do exterior -, o estado esperava um retorno econômico de R$ 2,9 bilhões, o que deve ser revisto. Além disso, especialistas avaliam que, nos próximos feriados prolongados - como carnaval e Semana Santa -, os efeitos podem ser mais drásticos.

"Alguns turistas cancelaram suas viagens para cá, outras pessoas desistiram de vir, e muitos têm ligado e perguntado como está a situação realmente. Eles ligam para saber. A gente tenta passar para os turistas que esse problema não é na parte litorânea e nem na região hoteleira da cidade, mas as pessoas ligam preocupadas. A nossa ocupação permanece aquém do que foi no ano passado nesse período. Historicamente sempre tivemos uma ocupação muito boa, em torno de 85% e hoje a margem é de 65%", avalia o presidente da Associação dos Meios de Hospedagem e Turismo do Ceará (AMHT), Aldemir Leite.

Ele acrescenta que no feriado da Semana Santa de 2018 a ocupação foi impactada negativamente por causa da onda de violência no Ceará. Fortaleza duas chacinas entre fevereiro e março, com um total de 21 pessoas mortas.

Desde quarta-feira (2), o Ceará registra 172 ações criminosas, com ataques incendiários a ônibus, prédios públicos e comércio. As forças de segurança prenderam 215 suspeitos, de acordo com André Costa. Um dos presos vendia combustível para criminosos cometerem os ataques e outro imprimia "salve" e "toque de recolher" para criminosos, com ordens para o fechamento do comércio. O estado recebeu apoio da Força Nacional e policiais militares da Bahia e Pernambuco.

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