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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Açudes do Ceará têm aporte inicial de 71 milhões de litros em pré-estação

A previsão de 40% de quadra chuvosa dentro da média, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), é uma esperança para o aumento dos níveis dos açudes do Ceará, que entrou este ano com 68 municípios em situação de emergência por seca. Os reservatórios, a três dias do fim da pré-estação chuvosa, estão com 10,51% da capacidade total, de 18,6 bilhões de litros.

Os meses de novembro de 2018 a janeiro deste ano, apesar de terem tido um aporte ínfimo em relação à capacidade total (71 milhões de litros), já são um bom indicativo para a retomada do volume. Para João Lúcio Farias, presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), as chuvas nesse período tiveram o papel fundamental de aumentar a umidade nos rios e favorecer o escoamento da água.

Apesar de as chuvas terem atingido todas as regiões do Estado, algumas áreas tiveram um aporte mais significativo do que outras. O açude de Angicos, localizado em Coreaú, no Norte do Ceará, está com 71,93% da sua capacidade total. Enquanto isso, o açude de Carnaubal, no sertão de Crateús, atingiu a marca de apenas 4,32% da capacidade total.

João Lúcio celebra ainda que comparada à mesma época do ano passado, o nível dos reservatórios no Estado está 4% maior. Isso se deve, sobretudo, à quadra chuvosa significativa registrada em 2018, a maior desde 2011, com precipitações apenas 3,2% abaixo da média histórica, de 600,7 mm.

Soluções para a seca

Além da expectativa de um bom volume nos açudes durante a quadra chuvosa, a Cogerh também trabalha para fazer transferência de água de áreas com maior quantidade de água para as que mais sofrem com a seca. Esse processo acontece por meio de adutoras, como a que foi construída para atender o município de Quixeramobim, em 2015.

Outro método que pode ajudar no suprimento de água é o aproveitamento de águas subterrâneas, por meio de poços. Esse é um procedimento que foi feito, em 2017, para retirar água de dunas para indústrias do Pecém, que contou com uma bateria de 38 poços interligados e custou R$ 6,5 milhões.

O POVO

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