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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Ceará é 2º do NE em deferimento de medidas protetivas a mulheres

O machismo e a misoginia se expressam com violência, dentro e fora de casa, por toda a sociedade. Agredir uma mulher, não só fisicamente, é crime e passível de punição. Geralmente como um último grito de socorro, elas buscam medidas protetivas na Justiça. Com altos números de violência contra a mulher, o Ceará é o segundo Estado do Nordeste que mais deferiu instrumentos previstos na Lei Maria da Penha, em 2017.

Conforme pesquisa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgada nesta semana, o Poder Judiciário cearense deferiu 7.878 medidas protetivas, no ano passado. O número segue uma tendência de 2016, quando foram emitidas 7.771 decisões, e coloca o Ceará entre os estados do Nordeste que mais deferiram medidas, atrás somente de Pernambuco, com 8.925 ordens. O outro Estado da Região que possui um Tribunal de Justiça de médio porte, a Bahia, emitiu apenas 3.208 decisões. No País, o Ceará fica em 12º lugar.

Valente (nome fictício) conta que a medida protetiva proporcionou que ela tivesse paz em casa, conquistasse um emprego, vivesse. Mas essa nova vida só foi alcançada por completo após a prisão do ex-companheiro, que descumpriu a distância entre vítima e agressor, determinada pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza. O relacionamento abusivo se prolongou por 16 anos.

"Ele dava em mim e eu sofria muito. Eu não tinha apoio nem da minha família, que tinha medo dele. Ele dizia que ia mudar e eu acreditava. Chegou a um ponto de ele me sequestrar, cavar um buraco, me levar para um lugar que eu não sabia, amarrada, com um lençol na minha cara. Quando a gente chegou lá, ele colocou um revólver na minha cara e disse 'é hoje que tu vai morrer!'. Até hoje eu tenho marcas no meu corpo por causa dele", relata.

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