TV MEU XODÓ - A TELEVISÃO DE ACOPIARA

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Iguatu se destaca na produção de móveis sacros no Ceará


A cidade de Iguatu, na região Centro-Sul, é referência na fabricação de móveis sacros no Ceará. Altares, mesa eucarística, santuário, púlpito, pedestal, cadeira, coluna e santuários ocupam igrejas das paróquias da região e das dioceses de Crato, Quixadá e de outros estados.

As peças são feitas sob orientação do marceneiro, Antônio Lopes. Dez anos após começar a produzir móveis comerciais e residenciais, ele passou a receber encomendas para a fabricação de peças sacras. Inicialmente, o então bispo da Diocese de Iguatu, Dom José Doth, fazia os projetos. "Ele me procurou com desenhos bem feitos e gostei da ideia e do desafio", contou. Muitas das peças a Catedral de São José em Iguatu, inaugurada em 2006, foram confeccionadas pelo marceneiro.

A excelência no acabamento e os modelos despertaram a atenção do bispo e dos padres da diocese. "A partir dos primeiros trabalhos, as encomendas foram ampliadas", contou Lopes. "Somos exclusivos na produção de móveis e peças sacras na Região", diz.


Monsenhor Afonso Queiroga, conhece o trabalho feito por Antonio Lopes e destacou o cuidado que ele tem em produzir as peças. "Trabalha com muito capricho, deixando os móveis perfeitos", frisa. "Não há o que reclamar".

A produção de móveis sacros é um desafio e um prazer para o marceneiro. "Sinto-me bem em ver o trabalho concluído, bonito, as peças instaladas nas igrejas, e com aprovação de quem encomendou", pontua Antônio Lopes. "Exige mais tempo e trabalho, pois usamos madeira fornida e peças nobres para o acabamento", explica.

Um dos últimos trabalhos entregues pelo marceneiro foi o altar mor instalado na Igreja Matriz de Senhora Sant'Ana. O desenho foi feito pelo padre Carlos Roberto Alencar, pároco e integra o conjunto de peças em celebração aos 300 anos da chegada da imagem da padroeira de Iguatu.

"Em breve, vamos colocar um pórtico, que já está sendo fabricado", frisa o sacerdote.

O preço das peças varia de acordo com o modelo, tamanho e detalhes. O púlpito, por exemplo, tem orçamento entre R$ 500 e R$ 2.200. Um altar do Santíssimo custa em torno de R$ 3 mil e R$ 12 mil, mas já houve encomenda de até R$ 20 mil.

O nicho oscila entre R$ 600 e R$ 8 mil. Um altar mor é a peça mais cara e varia de R$ 6 mil a R$ 22 mil. Os móveis são envernizados à base de resina, que assegura boa qualidade, durabilidade e permite a fácil limpeza. Em média, por mês, fabrica 15 peças e gera dez empregos diretos.

Diário do Nordeste

Nenhum comentário: