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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Estado admite assumir administração do Castelão

O maior equipamento esportivo do Ceará volta a pertencer ao Governo do Estado dentro de 116 dias. O contrato de concessão administrativa da Arena Castelão termina oficialmente no dia 26 de novembro deste ano, cumprindo os 96 meses previstos no documento assinado em 2010 que criou uma sociedade para reformar e operar o estádio.

Apesar de já ter manifestado interesse ao Governo do Estado em permanecer como concessionária, a Luarenas - joint venture (empreendimento conjunto) da empresa francesa Lagardère com a brasileira BWA - vai ter de concorrer ao edital que a Secretaria do Esporte do Estado (Sesporte) pretende lançar em cerca de 60 dias. O documento ainda será discutido e elaborado, mas já se sabe que a concessão terá um modelo diferente.

"Não há possibilidade de renovação deste contrato. Ele foi atípico, feito na época da Copa do Mundo e envolvia duas partes. Uma era a construção do equipamento e a outra a operação dele por cinco anos. Quem construiu deveria ter operado, mas quando terminou a Copa, a Galvão vendeu a parte de operação para a Luarenas", afirma e recorda o atual secretário do Esporte, Euler Barbosa. Ao O POVO, ele revelou que a nova Parceria Público-Privada (PPP) deve valer para os próximos 20 anos de gestão, tempo considerado necessário para o retorno do investimento.

De acordo com o secretário, a nova concessão terá ainda de exigir do Estado o mínimo possível de participação financeira. O equipamento despende hoje cerca de R$ 800 mil por mês, com o poder público responsável por arcar com metade deste valor.

A sustentabilidade do Castelão, inclusive, é um ponto-chave da próxima concessão a ser celebrada. "A nova operadora do contrato terá metas definidas a serem cumpridas, inclusive de eventos, para que pague as contas e se pague", diz Euler Barbosa. Apesar do termo "nova" ter sido empregado, nada impede que a própria Luarenas concorra e vença o edital, mantendo-se como concessionária. O secretário fez até elogios à atual gestão.

O POVO 

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