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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Estudantes da rede pública terão mais mil bolsas para universidades

O governo do Estado prometeu a abertura de mais mil vagas com bolsas de R$ 937,00 destinadas a alunos de escolas públicas para ingresso em universidades particulares. As primeiras 748 foram entregues nesta quinta-feira (19) durante a cerimônia de assinatura dos termos de compromisso e entrega de documentos. Outras 252 serão distribuídas ainda este ano. O benefício dura seis meses.

Segundo o secretário da educação Idilvan Alencar as novas vagas a serem lançadas serão disponibilizadas para os estudantes que prestarem o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que acontecerá em novembro. Presente na cerimônia, o governador Camilo Santana informou que o número de bolsas dos próximos editais será avaliado de acordo com o crescimento da demanda de universitários.

O programa

O Avance - Programa Bolsa Universitário disponibiliza bolsas para alunos egressos da rede pública que ingressaram no ensino superior, têm a família como beneficiária do programa Bolsa Família, e obtiveram, pelo menos, 560 pontos no Enem nas edições de 2015 ou 2016. O principal objetivo do programa, explicitou a vice-governadora Izolda Cela, é reduzir progressivamente a exclusão dos alunos da rede pública na graduação. ”Quando a gente via, realmente, a expectativa dos alunos da escola pública com relação à universidade, víamos o retrato da exclusão”, disse a vice-governadora.

Para Antônio Holanda, aluno do 2º ano do ensino fundamental, é essencial que alunos como ele se sintam amparados para “perseverar no sonho, mesmo com as dificuldades que enfrentamos”. A professora e coordenadora do curso de Secretariado da EEP Comendador Miguel Gurgel, Emily Allet, ressalta que, como o mercado de trabalho exige o nível superior, “os meninos agora têm isso ao seu alcance”.

As alunas Edilene Vasconcelos (18) e Silvana Vasconcelos (18), de Itapipoca, são primas e passaram juntas para o curso de Pedagogia, no campus da Facedi - UECE em Itapipoca. As duas também conseguiram a bolsa, e revelam que os custos com deslocamento, alimentação, livros e material de trabalho são os que mais contribuem para a não permanência na universidade.

Para Jonyville Iran (18), estudante de Física da UFC, e Anderson Alves (17), estudante de Computação do IFCE, a bolsa vem como um incentivo a mais para a dedicação nos estudos. “Esse foi o primeiro passo, ajudou e foi mais um incentivo. A gente tem que ver que a faculdade é um sacrifício para um futuro melhor”, conta Iran. Os recém universitários ressaltaram que, após o fim do auxílio, as alternativas que se apresentam para a permanência na universidade são as bolsas institucionais ou mesmo conciliar trabalho e estudo.

DN Online

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