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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Cidades do Nordeste correm risco de 'restrição na disponibilidade de água', aponta estudo

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O período chuvoso no Ceará, que ocorre de fevereiro a maio, encerrou com pouca precipitação, e algumas cidades do estado estão sem abastecimento regular nas torneiras. Com chuvas abaixo do esperado, o Nordeste enfrenta o sexto ano seguido de estiagem, na maior seca do território em 100 anos, de acordo com o Governo do Estado. Um estudo aponta que cidades do Nordeste brasileiro podem enfrentar "restrição na disponibilidade de água neste ano" como consequência da falta de chuvas.

A pesquisa feita nos estados que fazem parte do semiárido brasileiro (os estados do Nordeste, exceto Maranhão, e Minas Gerais) revela que os açudes da região têm atualmente 16,9% da capacidade. A água de todo o território é insuficiente para abastecer o Castanhão, que leva água à Grande Fortaleza.

O Castanhão apresenta 5,7% da sua capacidade, metade do que tinha há 12 meses. "Em meados de maio, nós tínhamos um percentual de 10% de volume água. Hoje, nós contamos com 5,71%; 5% foi usado por todos aqueles que se servem desse recurso", explica Fernando Pimentel, administrador do Castanhão.

O estudo do Instituto Nacional do Semirárido, do Ministério da Ciência e Tecnologia, fez a soma em tempo real do volume de todos os reservatório da região (452), em nove estados. Metade deles está com menos de 10% da capacidade máxima.

Para o coordenador do estudo, alguns estados podem sofrer com falta de água, e não apenas no interior.

"O risco de colapso sempre existe, isso vai depender muito do gerenciamento que se vai dar a essa água. Por exemplo: a Paraíba, o semiárido paraibano, o semiárido potiguar e também o cearense, vai ter restrição na disponibilidade de água. Então, o racionamento pode vir a ser um componente dos próximos dias", alerta Salomão de Sousa Medeiros, doutor em recursos hídricos e diretor do Insa.

G1/CE

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