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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Universidades federais do Ceará terão corte de R$ 62 milhões

O corte de verba determinado pelo Ministério da Educação (MEC) para o ano de 2021 deve causar prejuízo de cerca de R$ 62 milhões nos orçamentos das instituições de ensino federais no Ceará. Conforme noticiado pelo G1 em 11 de agosto, o reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Cândido Albuquerque, já havia adiantado em entrevista que “vai faltar dinheiro”.

Por nota, o Ministério da Educação informou que, “conforme Referencial Monetário recebido pelo Ministério da Economia, a redução de orçamento para suas despesas discricionárias foi de 18,2% frente à Lei Orçamentária Anual 2020 sem emendas. Esse percentual representa aproximadamente R$ 4,2 bilhões de redução”. Para as universidades federais, no entanto, o valor do corte chega a R$ 1 bilhão.

A pasta afirmou que a redução no orçamento do próximo ano é em razão da crise econômica ocasionada pela pandemia do novo coronavírus. O Projeto de Lei Orçamentária Anual 2021 deve ser encaminhado ao Congresso Nacional até o fim de agosto.

A UFC, por exemplo, deve sofrer com a perda de aproximadamente R$ 29 milhões. A instituição informou em nota que o orçamento previsto para o próximo ano era de R$ 148 milhões e, com o corte, chega a cerca de R$ 119 milhões.

“A UFC foi comunicada pelo MEC de que haverá um corte linear (ou seja, para todas as universidades e institutos federais) de 18,32% no orçamento de custeio previsto para 2021”, afirmou.

De acordo com a universidade, caso o corte seja mantido, a instituição poderá ter dificuldades no próximo ano para honrar contratos de manutenção relativos à infraestrutura. “Contudo, a Universidade está preparada para enfrentar a crise. Para isso, seguirá fazendo os ajustes necessários no sentido de administrar cada vez melhor seus recursos, mantendo a qualidade de ensino, pesquisa e extensão, bem como o compromisso de assistência aos alunos mais vulneráveis”, acrescentou.

Em entrevista, o reitor Cândido Albuquerque disse ainda que o cenário pode se agravar. “Os efeitos econômicos serão ainda mais amargos a partir de outubro ou novembro. O Estado está arrecadando pouco, os municípios estão em dificuldade, e a União vai ter de socorrer. Vai faltar dinheiro. Já estamos preparados na UFC para enfrentar uma grande crise”.

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