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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Retomada chega a 85% dos empregos liberados hoje (6) no Ceará

Com mais um passo dado no Plano de Retomada Responsável das Atividades Econômicas e Comportamentais anunciado neste fim de semana pelo governador do Ceará, Camilo Santana (PT), e pelo prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), o Ceará passa a ter, a partir de hoje (6), aproximadamente 90% das atividades que compõem o Produto Interno Bruto (PIB) com funcionamento presencial autorizado e cerca de 85% dos empregos liberados, de acordo com o secretário executivo de Planejamento e Gestão da Secretaria do Planejamento (Seplag), Flávio Ataliba.

Conforme decreto publicado no Diário Oficial da Estado (DOE) no último sábado, Fortaleza avança para a terceira fase da reabertura das atividades, porém com algumas restrições. A nova etapa previa a abertura de bares e de restaurantes no turno da noite, além da retomada do funcionamento das barracas de praia, mas o Executivo estadual barrou as operações.

Conforme Flávio Ataliba, foi observado nos últimos dias "um pequeno repique" nos indicadores de saúde relacionados ao coronavírus, o que fez com que o Governo do Estado decidisse não reabrir esses estabelecimentos agora.

"Apesar da trajetória decrescente em 14 dias, tivemos um pequeno aumento nos últimos dias em alguns indicadores e isso é um alerta de que precisamos ir um pouco mais devagar nessa liberação. Estava prevista a liberação de bares, barracas e restaurantes em horário noturno, mas queremos um tempo a mais para verificar se esse repique continuará crescendo ou se foi apenas uma flutuação temporária", disse Ataliba em transmissão realizada ontem (5).

Ele pontuou que a decisão foi tomada para que não seja preciso retroceder na reabertura, conforme observado em outros lugares. Sem citar o Rio de Janeiro, o secretário executivo de Planejamento e Gestão disse que "não podemos assistir aqui o que aconteceu com outras cidades no último fim de semana, com pessoas sem máscara".

"Não está pensando na própria saúde, nem na saúde de outra pessoa", disse, acrescentando que é preciso que os cearenses tenham essa responsabilidade com o uso da máscara e no sentido de evitar as aglomerações, saindo de casa apenas quando for estritamente necessário.

Atividades escolares

Questionado sobre o retorno das atividades escolares presenciais, Ataliba disse que a retomada das escolas "talvez seja o ponto mais complexo dentro do plano de retomada, não só no Ceará, mas em vários estados". "Nós devemos levar em conta se as nossas escolas estão preparadas fisicamente", destacou. "Se uma sala tem 40 alunos e na retomada for exigido 20 alunos por sala, é preciso considerar que muitas escolas não possuem espaço ocioso para os outros 20 alunos", detalhou Ataliba.

Na avaliação do secretário executivo da Seplag, o problema mais grave não está centrado na contaminação dos alunos, mas no contato que esses alunos têm com seus familiares, como pais, tios e avós. "Quando eles voltam para seus lares, passam a ter contato com pais, tios e avós. Na convivência dentro de casa, eles podem transmitir para os mais velhos. E isso nós não queremos", disse.

Macrorregiões

A macrorregião de saúde de Fortaleza, que considera a Região Metropolitana e mais algumas cidades próximas, avançam hoje para a fase 2, caracterizada pela reabertura dos restaurantes para horário de almoço. As macrorregiões do Litoral Leste/Jaguaribe e do Sertão Central avançam para a fase 1, com reabertura gradual do comércio. A de Sobral e do Cariri permanecem na fase de transição.

As exceções são as cidades de Sobral, Tianguá, Iguatu, Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Brejo Santo, que entram a semana em isolamento social rígido, conforme o Governo do Ceará. Flávio Ataliba fez um apelo aos prefeitos para que esses esclareçam para a população que o avanço nas fases não significa a liberação total das atividades nem retorno à normalidade.

"É muito importante nesses municípios que avançam para as fases 1 e 2 que os prefeitos esclareçam que não liberou geral, porque a sensação que temos é que há uma prerrogativa de que tudo está funcionando 100% e esse não é o caso", detalhou.

Ele também disse que se "não tiver uma autoridade que só permita funcionar o que está autorizado" nesses municípios, "há um risco de as taxas aumentarem nesses municípios" e essa cidade provavelmente voltará para o isolamento rígido". "É um retrocesso que a gente não quer que aconteça", disse Flávio Ataliba.

O secretário executivo frisou que a redução nos indicadores nos últimos 14 dias é resultado de longos períodos de isolamento social e falou sobre o receio em relação a uma segunda ou terceira onda do coronavírus. "É comprovado que a segunda e terceira onda são muito mais letais, porque as pessoas estão muito mais relaxadas. E ao relaxar, o vírus passa a circular como antes", disse ele.

No último sábado, ao anunciar o novo decreto, Camilo Santana justificou o avanço restrito frisando que o objetivo é evitar o aumento de casos na Capital. "As restrições de não abrirem ainda bares, restaurantes à noite e barracas de praia continuam sendo avaliadas. Isso para não acontecer aqui o que aconteceu em muitos países que reabriram e fecharam novamente".

Funcionamento pleno

Na terceira etapa do plano de retomada das atividades, indústria e comércio de cadeias que já estavam total ou parcialmente liberadas em Fortaleza passam a operar com 100% do efetivo. A prática de esportes individuais em espaços públicos como parques, praias e calçadões, a exemplo da Avenida Beira Mar, fica permitida. Outra liberação é a do transporte intermunicipal, o que vai ocorrer no dia 10 de julho. As celebrações religiosas poderão ser realizadas com até 50% da capacidade dos espaços.

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