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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Bienal Internacional do Livro do Ceará promove leituras e vivências plurais

Nos últimos dez dias, a XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará, promovida no Centro de Eventos do Ceará, proporcionou leituras e vivências plurais. Caminhos de letras que contemplaram a diversidade cultural, étnica, territorial, de gênero. Com o tema "As Cidades e os Livros", o evento recebeu mais de 450 mil visitantes. Dos quais, 40.400 alunos de 809 escolas públicas e privadas do Estado. Diversidade será, inclusive, tema da próxima edição, a ser realiza em 2021.

Saraus, periferias, juventudes, clubes literários, cultura indígena, cultura afro-brasileira, literatura oral, lançamentos e apresentações se movimentaram em meio aos 90 mil títulos disponíveis. Conforme Ana Miranda, curadora da Bienal, uma das belezas do evento é, também, a participação dos grupos escolares.

"Pegamos esse tema com toda a diversidade. A cidade com a inclusão de todas as manifestações e possíveis formas de cidade. A protagonista foi a leitura. Pedimos a todos os participantes que ao subir ao palco, lessem alguma coisa. Isso foi uma inovação", disse Ana. Outra novidade desta edição foi a homenagem a livros, ao invés de escritores.

De acordo com Fabiano Piúba, secretário da Cultura, a singularidade da Bienal cearense é a programação cultural, literária, artística e acadêmica para além da feira. "É um ambiente de democratização do acesso ao livro, de formação de leitura e de cidadania, na medida em que possibilita o acesso ao conhecimento", diz. Segundo o secretário, a sociedade cearense, cada vez mais, se apropria da bienal como "patrimônio".

A programação, com 130 horas de atividades, contou com o lançamento de livros, palestras, oficinas, espetáculos teatrais e musicais, literatura de cordel, contações de histórias, mediações de leituras e bate-papos. Um dos pontos fortes do evento, a Bienal Fora da Bienal levou a programação para além dos muros do Centro de Eventos. Chegando ao Titanzinho; aos cucas; ao Centro Cultural Bom Jardim; à Casa de Saberes Cego Aderaldo, em Quixadá; assentamento Maceió, em Itapipoca; e a tribo Jenipapo-Kanindé e ao Instituto Penal Feminino Auri Moura Costa, ambos em Aquiraz.

A relevância do evento também é destacada no impacto no mercado editorial. Com 526 mil exemplares vendidos, foram R$ 9,6 milhões em movimentação e vendas, quase o dobro da edição anterior.

Para 2021, segundo Piúba, a perspectiva é ampliar o leque de parcerias que possibilitam a realização do evento e o orçamento. Dentre os desafios, intensificar ações prévias como atividades de preparação em escolas para antecipar a programação e o conceito da Bienal, além de qualificar e ampliar os expositores. Este ano, foram 150 expositores, 400 editoras e 27 livrarias participantes.

Conceição Evaristo, um dos principais nomes desta edição, foi confirmada por Piúba como curadora da próxima Bienal, junto ao nome do poeta e produtor Talles Azigon.

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