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segunda-feira, 11 de março de 2019

Ceará se destaca no segmento de condomínios industriais em 2018

A redução de custos e a desburocratização dos processos são inquietações que perpetuam a constante busca do aperfeiçoamento nas indústrias. Os condomínios logísticos são uma das saídas pensadas para atender esses anseios e têm se popularizado nos últimos anos. Em 2018, o Ceará respondeu por 28% das locações de espaços em condomínios logísticos no Nordeste, segundo o levantamento First Look, da gestora de investimentos JLL. Somente nos últimos três meses do ano, foram entregues novos 51 mil metros quadrados (m²) em complexos no Estado.

No encerramento do ano, mais de 42 mil m² estavam alugados no Ceará. A absorção líquida, que é a diferença entre as locações e as devoluções, atingiu 40 mil m², sinalizando um baixo volume de restituições. O preço médio cobrado pela locação do metro quadrado local é de R$ 13,34 - valor 21,7% menor do que a média da Região (R$ 17,05) e 26,7% mais barato que o praticado no País (R$ 18,22).

Modais estruturantes

O presidente da Camara Setorial de Logística da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) e também presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Heitor Studart, reconhece que o setor tem avançado no Ceará. “Nós temos como fatores preponderantes desse crescimento a logística, a diminuição de custos e a segurança. Esses condomínios ficam instalados principalmente perto dos distritos industriais, como Maracanaú e o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP)”.

Os condomínios são utilizados por empresas de pequeno a grande porte e ficam perto de eixos modais estruturantes, como anel viário e BRs, vias que facilitam o transporte de carga, segundo Heitor. “Nós temos diversos níveis. Alguns condomínios industriais são vários galpões divididos em uma administração comum, com auditório, refeitório, bancos, ou seja, você faz um condomínio com custos distribuídos. Já outros são de instalação do tamanho de complexos industriais mesmo, como em Guaiúba, que instalou o polo químico. E temos os menores, usados como entrepostos, uma espécie de depósito de carga para facilitar a distribuição de produtos”, explica.

Apesar do avanço, Studart avalia que o segmento não chega a ser uma tendência no Estado e sim um nicho de mercado para algumas empresas. “É um mercado que se estrutura muito em outros estados e países, com acesso a áreas portuárias e a corredores rodoviário e ferroviário, que, no nosso caso, não está desenvolvido, mas poderia ser”.

Portos secos são melhor alternativa

Apesar de serem uma boa alternativa para a indústria, os condomínios logísticos ainda não são a melhor resposta para o cenário cearense, de acordo com Heitor Studart, presidente da Câmara Setorial de Logística da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) e também presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

“O que seria muito importante para o desenvolvimento dos portos aqui no Estado e que nós estamos lutando para ter são os chamados portos secos, um complexo com alfandegamento fazendário liberado, uma espécie de liberação da ZPE fora do porto”, destaca Heitor.

Segundo ele, a ideia é ter 12 portos secos no Ceará, sendo os primeiros na zona do Pecém, no Cariri e em Quixadá, onde passará a Transnordestina e na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Studart explica que, no caso de um equipamento desse tipo na região do Pecém agilizaria a liberação de mercadores tanto para exportação quanto para importação.

“Um caminhão de contêineres faz todo o processo de liberação no porto seco e quando chegar no Pecém não precisaria mais passar pelos entraves portuários, até porque as vezes a área do porto não comporta estoque de grandes quantidades de contêineres e carga”.

Os complexos, no entanto, ainda não tem data para serem instalados.

Condomínios logísticos

O que são?
São construções imobiliárias e ofertas de lotes de áreas destinadas à armazenagem e operações logísticas de empresas, que se instalam em galpões adequados às suas operações. Existem complexos conhecidos como monousuário, com galpões para atender um único cliente, e o flex, com galpões modulares. Já quanto à utilização dos condomínios, existem quatro classificações:

1.Armazéns: são ideais para operadores logísticos e atacadistas devido ao seu projeto modular, possibilitando a instalação de estruturas porta-paletes;

2.Cross-docking: ideal para transportadoras, por não trabalharem com estoques;

3.Mistos: ideais para centros de distribuição, pois possuem estruturas diversificadas;

4.Industriais: ideais para indústrias de diversos segmentos, pois permitem personalizações de suas instalações.

Diário do Nordeste

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