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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Artigo: Acopiara e suas contradições

Eis que mais um ano se aproxima do fim e junto a isso vem uma necessidade de refletirmos sobre estes dois anos de gestão municipal de Acopiara - no tocante a educação - especialmente falando.
Desde que assumira a prefeitura local o gestor da cidade e o responsável pela pasta da educação bradam discursos de que a bandeira seria a valorização do professor. Discurso este repetido enfadonhamente pela cúpula da secretaria de educação.
Então, me senti provocado a consultar um dicionário, haja vista que o significado desta palavra tão viva nas falácias ou mudara de significado ou então eu já não o conhecia mais.
De acordo com o dicionário VALORIZAÇÃO quer dizer: “aumento da estima, da importância que se atribui a algo ou alguém” e ainda “aumento do valor ou do preço de algo, em virtude de ter recebido aperfeiçoamento ou melhoria, em virtude de suas qualidades intrínsecas ou raridade, ou em virtude de estar em alta o valor ou o preço de seus similares”. Ao final da consulta percebi que não era eu que não estava conhecendo a significação da palavra, mas sim que a profere cotidianamente.
Sei que surgirão inúmeros argumentos contrários a isso então discorrerei sobre a minha visão deste fato.
Como se diz enaltecer uma categoria quando por dois anos seguidos o aumento é o mínimo proposto sem nem a possibilidade de discussão. Por que não fora maior o aumento? A resposta é simples nosso município está com as escolas abarrotadas de gente sem a devida necessidade. Não há uma escola no município onde o numero professor/aluno seja coerente há sempre mais professores do que o necessário. Para saber isto basta pegar o numero de salas e multiplicar pela carga horária obrigatória e dividir por 27 que é o total de aulas de vigência em sala. Não há um consenso em nenhum estabelecimento. Em muitos sobre em torno de 10 a 12 professores.
Mas por que começar com isto? Porque pra valorizar de verdade se começa com um salario digno e um aumento um pouco acima do limite estabelecido. Ainda sobre a temática algumas desculpas para este fato é que as escolas precisam de reforço. Concordo. Porem o reforço não se traduz em números uma vez que de acordo com o IDEB nosso município não aumentou os índices das séries avaliadas, basta comparar os números e não fazer a população de besta quando faz uma comparação com o no de 2013 no intuito de ludibriar as pessoas e mostrar avanço. Ledo engano o resultado de 2017 não aumentou em nada em relação a 2015. Então pergunto novamente: e essa quantidade de professores exorbitantes da escola serviu para quê?
Outra temática a ser analisada é o precatório, pago isso é fato, mas depois de varias lutas, onde a classe dos docentes teve que ir às ruas protestar e exigir o que era seu de direito. E ainda acham que estão valorizando. Se eu reconheço realmente o trabalho de alguém porque não lhe dá o que é de direito?
Recentemente foi anunciado em palanque um novo precatório, recurso este que agora fora desmentido. Dito que não há. Contradições e mais uma vez a classe tendo que se organizar, lutar e ser forte para receber o que é seu por direito.
Elencando mais um ponto falarei sobre a Progressão Horizontal, direito dos profissionais e que deveria ter sido oportunizado lá em 2017 e ainda hoje não fora e nem tocam no assunto. Direito é direito e se eu valorizo, logo não contesto.
Fazendo uma viagem no tempo, de volta a dezembro de 2012. Ficamos sem pagamento e o gestor anterior pagou 80% da dívida restando neste caso 20% que ate agora também não fora falado por ninguém que representa a pasta da educação.
Então eu queria entender como você diz valorizar algo quando suas ações são todas contrarias ao significado real da palavra.
Revejam as ações e realmente enalteçam esta classe tão importante para o município.

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