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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

‘Indulto não pode ser a uma pessoa específica’, diz Toffoli sobre Lula

Novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli afirmou nesta segunda-feira 24, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, entender que indultos só podem ser concedidos por um presidente da República de forma geral, sem poder visar um determinado condenado. Esse é um tema central nas eleições, uma vez que recai sobre o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, a expectativa sobre perdoar ou não o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado e preso na Operação Lava Jato, caso eleito.

“Não cabe indulto a uma pessoa específica”, afirmou Toffoli. Assim, o presidente do Supremo reforça o entendimento de que chefes do Executivo só podem estabelecer parâmetros (tipo de condenação, tempo de cumprimento de pena, entre outros) e, assim, beneficiar todos que neles se enquadrem. Confrontado com o assunto, Haddad afirmou que não daria o indulto, que não seria desejado, segundo ele, nem por Lula.

Ele tratou do caso do indulto de natal de 2017 do presidente Michel Temer (MDB), suspenso por decisão do ministro Luís Roberto Barroso, que entendeu que condenados por corrupção não poderiam ser beneficiados pelo recurso. Toffoli disse que pretende colocar esse tema para a discussão do plenário.

Dias Toffoli afirmou que “nenhum voto é certo”, nem o seu, em relação à controvérsia das prisões após condenação em segunda instância, que deve voltar a ser discutido pelo Tribunal em 2019. Segundo o ministro, ele vai adotar comportamento “institucional” e que, na chefia do Judiciário, pode adotar outro posicionamento. “Uma coisa é você ser o juiz na bancada, outra é ser o presidente do Tribunal”, disse ele, que até hoje argumentou a favor de uma decisão intermediária, entre a segunda instância e o trânsito em julgado, que é a execução das penas após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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