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sábado, 28 de julho de 2018

PT decide futuro em meio a impasse sobre vaga no Senado

Em meio a divergências sobre vaga no Senado na chapa governista, o PT no Ceará começa hoje a decidir seu futuro nas eleições deste ano. Internamente, o partido está dividido entre reclamar a recondução do senador José Pimentel ou indicar outro nome para o posto e abrir mão da segunda vaga na composição formada pela legenda e o PDT.

Duas alas devem entrar em choque durante encontro de tática eleitoral da legenda, evento no qual as teses petistas devem ser aprovadas ou rejeitadas por 300 delegados, tais como o apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a reeleição do governador Camilo Santana (PT).

De acordo com o presidente da sigla no Ceará, o deputado estadual Moisés Braz, “boa parte dos delegados acha que não amadurecemos candidatura (ao Senado)” e que a proposta de postulação ao Congresso “não vai ser aprovada”.

“O partido vai deliberar que temos candidato nacional, que é o Lula, e não há plano B”, disse. “Estamos querendo aprovar que o governador fique autorizado a fazer coligação com o PDT. E que não lance candidato ao Senado.”

A hipótese de candidatura própria, entretanto, pode desdobrar-se ao longo da semana ainda que os participantes do encontro desaprovem a proposta. Segundo Braz, nesse caso, o partido submeteria a tese à instância imediatamente superior na agremiação.

Defensor de que o PT mantenha a vaga ao Senado, o presidente da sigla em Fortaleza, Deodato Ramalho, disse que acha “um desserviço ao partido e à democracia nós deixarmos não apenas de ter um candidato, mas sobretudo termos aliança com um senador que é peça fundamental na política desenvolvida pelo governo Temer”.

O petista se refere a Eunício Oliveira (MDB), que se reaproximou de Camilo e agora tenta emplacar aliança com o governador para fortalecer a candidatura à reeleição ao Senado. O chefe do Executivo estadual já deu reiteradas afirmações de que pretende apoiá-lo, apesar do veto do presidenciável Ciro Gomes (PDT) ao emedebista.

“Eunício sempre foi peça fundamental no golpe”, critica Ramalho. “Pra mim, é uma negação do nosso discurso esse tipo de aliança que o governador pretende fazer.”

Prefeito de Quixadá, Ilário Marques (PT) assegura que o “PT aqui tem uma centralidade na reeleição do Camilo e eleição do Lula” e, “dentro daquilo que o governador está negociando, não há espaço para lançar senador”.

Atual senador petista, José Pimentel já se colocou à disposição para tentar a reeleição. Além do parlamentar, a deputada federal Luizianne Lins sugeriu que, caso o partido vete a indicação de nome para a vaga, ela pode disputar prévias.

O encontro de tática eleitoral vai das 9 h às 13 horas, no Hotel Praia Centro, em Fortaleza. Além da composição majoritária, a reunião define a coligação proporcional nas eleições.

A DISPUTA PELA VAGA

A segunda vaga ao Senado na chapa governista não é cobiçada apenas pelo PT, mas também pelo PDT. Durante evento de lançamento de sua candidatura em Fortaleza, o presidenciável Ciro Gomes admitiu que gostaria de votar no correligionário André Figueiredo para o Senado.

Presidente estadual do PDT e deputado federal, Figueiredo reforçou em entrevista ao O POVO que o partido teria direito a pleitear a segunda vaga.

O pedetista também se queixou de Camilo Santana (PT). Segundo ele, o governador não teria discutido com o PDT uma aliança com Eunício Oliveira (MDB).

Aliado do governador, Eunício vem tentando estabelecer uma coligação formal com o PT e o PDT para a disputa ao Senado.

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