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terça-feira, 24 de julho de 2018

Para Ciro, construção de alianças deve ser observada por dois lados

Um dia após ser homologado candidato à presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes esteve em Florianópolis para acompanhar a convenção estadual do partido, que confirmou apoio a Gelson Merisio, do PSD. O partido aposta na campanha de Manoel Dias como único candidato à Câmara Federal pelo Estado e nas candidaturas dos deputados estaduais.
Esta é a terceira tentativa de Ciro Gomes de chegar à presidência da República. Ele concorreu em 1998 e 2002, pelo PPS.

Homologação e coligação

A convenção do PDT nacional delegou à Executiva a responsabilidade de fechar as coligações e o nome a vice de Ciro na corrida presidencial. “Se você reparar, é o sinal dos tempos que nós estamos vivendo hoje. Se nós dermos a devida consideração, porque tudo isso muda, mas para as pesquisas hoje, o primeiro lugar está sem coligação ainda; o segundo lugar, sem coligação ainda; o terceiro lugar, sem coligação ainda; e o quarto lugar, sem coligação ainda. Por quê? Porque nestas eleições os partidos optaram para todos deixarem para a última hora e essa coisa vai afunilar no dia 5 de agosto. Então, nós temos de 21 de julho até 5 de agosto para viver as tensões e suspenses desse entendimento”, declarou Ciro.

Para ele, a escolha precisa ser observada por dois lados. “Primeiro, nós temos que ter um olho na eleição e no mesmo passo ter um olho no dia seguinte. Então, a eleição é uma relação do partido, do candidato com o povo que é, aqui quero lhe confessar, o que eu mais amo. Então, já estou autorizado, já estou andando, fui homologado ontem, já estou aqui em Santa Catarina. Mas, enfim, esse trabalho é muito gostoso e independente de qualquer coisa”, relatou o candidato.

“O outro lado é o dia seguinte. Porque a situação do Brasil é tão grave, nós temos hoje 63 milhões de brasileiros com nome sujo no SPC, nós precisamos ajudar essa gente a sair disso, a limpar o nome, e isso eu estou planejando, mas eu preciso de um Congresso Nacional que me permita mudar as regras para a gente poder acudir com o Banco do Brasil, com a Caixa Econômica essa coisa, que está impedindo o país de crescer. O Brasil tem hoje mais de R$ 2 trilhões de débitos empresariais com R$ 600 bilhões já entrando para a inadimplência, o que elimina a chance das empresas investirem. Nós precisamos fazer as empresas voltarem a investir para gerar os empregos. E eu preciso do Congresso Nacional para me dar regras, etc. Então, é um olho no dia da eleição e um olho no dia seguinte. O olho do dia seguinte me obriga, mesmo agora, a conversar com quem quiser conversar comigo”, acrescenta.

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