terça-feira, 17 de julho de 2018

José Guimarães: Senado não é a prioridade do PT do Ceará

A executiva do Partido dos Trabalhadores (PT) no Ceará reuniu nesta segunda-feira, 16, todos os pré-candidatos a deputados federais e estaduais que disputarão as eleições. Em entrevista coletiva, o deputado federal José Guimarães disse que questões envolvendo o Senado Federal ainda serão discutidas pela sigla, mas não são prioritárias.

“O PT não tem confusão. Evidentemente, tem uma vaga para o Senado. Estamos dialogando com o atual senador, (José) Pimentel, estamos dialogando com o Camilo (Santana), mas só será decidido (o nome da disputa) na véspera”, diz José Guimarães. Dia 28 de julho o PT oficializará candidaturas.

Sobre conversas com outros partidos para decisão de candidatura ao Senado, Guimarães diz que ele, além do deputado estadual Moisés Braz (PT-CE), presidente estadual do partido, são os encarregados de manter as tratativas. “Vocês querem saber? Conversei longamente com Cid (Gomes) na sexta-feira sobre essas questões proporcionais. Nós temos conversado com o PP, com o PV, com o PC do B, temos conversado com todo mundo, essas conversas que não se tornam públicas”.

No entendimento de Guimarães, o Senado é importante para o partido, mas não tanto quanto os assentos na Câmara dos Deputados. Menos relevante ainda se comparado ao que ele diz ser o primeiro plano do PT: campanha em torno da candidatura do ex-presidente Lula.

Em 17 de maio último, ao O POVO, o Braz afirmou que a prioridade da legenda era reeleger Camilo e formar bancada forte no legislativo estadual e na Câmara dos Deputados. A concepção dos dois favorece o presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (MDB), que tenta reeleição na chapa de Camilo Santana.

Entendimento diferente tem Luizianne Lins (PT). A ex-prefeita é defensora da ideia de a sigla ter candidatura própria. Encabeça, inclusive, ato nesta segunda-feira intitulado “Plenária Lula Livre”, seguido pela mensagem “Eu quero votar para o Senado”, no Sindicato dos Comerciários. Em relação à movimentação, Guimarães limitou-se a afirmar: “O PT é um partido democrático, é um direito”.

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