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sábado, 21 de julho de 2018

Bolsonaro diz que Janaína Paschoal pode ser anunciada como vice amanhã

O pré-candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que a advogada Janaína Paschoal, filiada ao partido dele e professora da USP, voltou a ser uma possibilidade de nome para vice de sua chapa. Uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2015, Paschoal deve ir hoje ao Rio de Janeiro conversar pessoalmente com Bolsonaro para discutir o assunto.

“O meu sentimento é de que ela está com vontade de ajudar a transformar o Brasil. Estamos ‘namorando’ por telefone. Ela deu sinal verde. Ela deve vir ao Rio amanhã (sábado) e, provavelmente, no domingo estará na convenção. Pode acontecer de anunciar lá. Vai ser a dupla Já-Já”, disse o deputado federal ontem ao O Globo.

Na última terça-feira, 19, Bolsonaro havia descartado o nome da advogada. “Ela saiu do radar da discussão sobre o posto de vice”, chegou a afirmar, argumentando que ela disputaria o cargo de deputada estadual. Paschoal, por sua vez, disse em entrevista que não havia recebido o convite para ocupar o posto, mas que “se essa dupla acontecer, será para revolucionar o País”.

Bolsonaro voltou atrás após receber, em três dias, dois “nãos”: um do senador Magno Malta (PR-ES), que preferiu disputar a reeleição ao Senado; e outro do PRP, que rejeitou indicar o general reformado Augusto Heleno porque essa composição não seria “atraente para os diretórios estaduais do partido”.

O pré-candidato chegou ainda a cogitar o nome do general Hamilton Mourão, que é filiado ao PRTB. A negociação com ele não está encerrada. O presidente da sigla, Levy Fidelix, disse que busca uma aliança de pequenos partidos para garantir a presença do general numa chapa presidencial e que espera conversar pessoalmente com Bolsonaro sobre o assunto. “Aqui a gente faz uma política macro. É preciso chegar e dizer: ‘Fidelix meu amigo, pá-pá-pá’”.

A convenção de Bolsonaro está marcada para amanhã, no Rio de Janeiro. Se ele fechar com Paschoal e formar uma chapa pura, ficará apenas com oito segundos de propaganda eleitoral na televisão e no rádio, o que pode dificultar o crescimento das intenções de voto.

Para o professor de ciência política do Ibmec-MG, Adriano Gianturco, são muitos os fatores que podem explicar as baixas que Bolsonaro recebeu nos últimos dias, além dos pontos que ele deve levar em consideração para a escolha de um vice. “Mais que intenções de votos, o que se deve buscar em um vice são os apoios que ele tem de grupos organizados e camadas da sociedade. Não adianta só buscar alguém diferente achando que vai ampliar os votos porque ninguém vota com base só no vice”, explicou.

Em conversa com o deputado Major Olympio (PSL-SP), Janaína Paschoal já chegou a acertar uma candidatura à Assembleia Legislativa de São Paulo.

O general Hamilton Mourão (PRTB) tem demonstrado interesse de compor a chapa de Bolsonaro. Ele chegou a dizer: “Eu continuo sentado no banco de reservas em condições de, se necessário for, participar dessa grande empreitada”.

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