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quarta-feira, 13 de junho de 2018

Quatro são condenados por fraude na Caixa Econômica no Ceará

Quatro pessoas foram condenadas acusados de desviar dinheiro da Caixa Econômica Federal e fraudar financiamentos para compra e construção de imóveis no Crato, no sul do Ceará. De acordo com denúncia do Ministério Público Federal no Ceará (MPF), os integrantes da quadrilha atuaram no período de 2007 a 2009. As penas variam de 16 a 24 anos de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, crime contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.

As fraudes ocorriam a partir de repasses do banco para uma casa lotérica. Segundo a sentença da Justiça Federal, o então gerente de uma agência do município, Jurandir Bezerra Filho, "indevidamente e por diversas vezes", fez a liberação de recursos para a lotérica em valores acima do necessário.

A dona da lotérica, cúmplice do gerente, utilizava parte do dinheiro para financiar empreendimentos imobiliários com outros dois réus, Ana Célia Soares de Sousa Félix e Cícero dos Santos Félix, os dois empresários da construção civil. Todos os condenados podem recorrer da sentença em liberdade.

Contas pessoais
O esquema foi descoberto pelo próprio banco e denunciado à Justiça pelo MPF em 2010. Durante as investigações, ficou comprovado que Jurandir Bezerra não só tinha consciência de que o dinheiro dado à casa lotérica estava sendo desviado para compra e venda de imóveis, como também realizava depósitos de dinheiro da Caixa em contas pessoais próprias e empréstimos em seu nome.

Ainda conforme o MPF, para burlar a fiscalização, Nilda Borges registrava os imóveis em nomes de terceiros, que atuavam como vendedores "laranjas" dos imóveis residenciais, cujas vendas eram financiadas pela própria Caixa Econômica. Como gerente, Jurandir Bezerra, agilizava e aprovava os pedidos de financiamentos imobiliários ligados à quadrilha.

O relacionamento de proximidade entre o gerente e a proprietária da casa lotérica chamou a atenção de funcionários da agência. Testemunhas relataram situações de tratamento diferenciado, acesso a locais restritos da agência e atendimento em horários fora do expediente.

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