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sexta-feira, 1 de junho de 2018

Na Marcha para Jesus, Bolsonaro diz que nunca defendeu intervenção militar

O pré-candidato à Presidência da República do PSL, o deputado federal pelo Rio de Janeiro Jair Bolsonaro, negou nesta quinta-feira (31) defender uma intervenção militar. "Eu nunca defendi intervenção militar nenhuma, nunca disse isso. Se um dia se um militar chegar ao poder, será através do voto. É essa minha posição", afirmou à imprensa na Marcha para Jesus em São Paulo.

A afirmação foi em resposta a um jornalista que perguntou o que ele achava das pessoas que pediam intervenção militar em meio à greve dos caminhoneiros que parou o Brasil nesta semana e na passada.

Ele disse que não é porque defende o regime militar que já governou o país de 1964 a 1985 que gostaria de uma intervenção agora, e que as pessoas confundem as coisas. Bolsonaro disse também não ser homofóbico. Segundo o presidenciável, a posição dele é deturpada pela imprensa. "Por exemplo, eu não sou homofóbico, não tenho nada contra os gays", afirmou.

Recebido no palco da Marcha pelo apóstolo Estevam Hernandes, líder da igreja Renascer, o pré-candidato não falou de política, greve ou eleições para o público de fiéis. "Hoje eu estou aqui mais para ouvir do que falar", disse ao lado senador evangélico Magno Malta (PR-ES).

"O Brasil acima de tudo, e Deus acima de todos", afirmou ao encerrar sua fala, depois de pedir bênçãos de Deus a todo mundo que o ouvia.

Bolsonaro foi muito aplaudido, mas também ouviu vaias vindas da multidão. Após a rápida fala, ele acompanhou algumas músicas dos shows que iriam ocorrer até às 22h na Praça Heróis da FEB, na zona norte da capital paulista.

Aos jornalistas que o aguardavam no palco, ele reafirmou que trabalha para trazer o senador Magno Malta como vice em sua chapa. "Ele é o vice dos meus sonhos, já o convidei várias vezes, mas quem tem que decidir é ele", afirmou. Ao lado, o senador não negou categoricamente a possibilidade, mas disse que é candidato ao Senado e não pensava integrar a chapa neste momento.

"Eu sou muito próximo à bancada evangélica na Câmara, confesso que isso pesa sim", disse o deputado ao afirmar que o fato de Malta ser evangélico pesava para ser um bom nome para a chapa presidencial.

Além de Bolsonaro, o único presidenciável que compareceu na Marcha para Jesus deste ano foi Flávio Rocha, do PRB. Eles não se encontraram.

Enquanto Bolsonaro apareceu no evento pela tarde, no palco montado na Praça Heróis da FEB, Rocha subiu no trio elétrico que saiu do Centro com lideranças religiosas em direção à praça logo no início da Marcha, pela manhã. Ele estava acompanhado do pré-candidato do PSDB ao governo do estado, João Dória, e do prefeito tucano Bruno Covas. No trio elétrico, Doria defendeu um "palanque pelo Brasil".

"O ponto único é de defesa do Brasil, do crescimento do Brasil nem à esquerda nem à direita. É um palanque do Brasil. Não é um palanque do PSDB, nem um palanque do PRB", disse o tucano durante a Marcha.

Mesmo com Geraldo Alckmin (PSDB) como pré-candidato ao Planalto pelo seu partido, Doria anunciou na quarta (30) que subiria no palanque de Flávio Rocha em nome de uma união do centro nas eleições presidenciais. O objetivo, disse Doria, é evitar uma vitória de Bolsonaro ou de Ciro Gomes (PDT) na disputa.

Depois, na descida do trio, questionado se o Flavio Rocha devia ser vice na chapa Alckmin, Doria foi evasivo, mas deu a entender que sim. Afirmou que defende uma aliança nacional com o partido de Rocha. Pelo segundo ano consecutivo, Alckmin não compareceu na Marcha para Jesus.

UOL 

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