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sexta-feira, 1 de junho de 2018

Lula está indignado com 'desastre' de Temer e da Petrobras, diz Dilma

A ex-presidenta Dilma Rousseff e o ator norte-americano Danny Glover, protagonista do filme “Máquina Mortífera”, estiveram nesta quinta-feira 31 na sede da Superintendência da Policia Federal, em Curitiba, para uma visita ao ex-presidente Lula.

Dilma afirmou que o tema de sua conversa com o ex-presidente foi a crise vivida pelo País. Segundo ela, ele está “muito indignado” com o "tamanho do desastre” provocado a partir da política econômica adotada pelo governo Temer e pela política de preços da Petrobras, que ela chamou de “maldição do petróleo”.

Como embaixador da Boa Vontade da ONU, Glover afirmou que Lula está "bastante calmo, tranquilo, confiante na ação dos movimentos sociais que dão continuidade ao seu trabalho”.

Disse ainda que durante sua estada no Brasil, conversou com integrantes de movimentos sociais em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, onde recebeu uma série de informações que pretende repassar aos representantes eleitos dos Estados Unidos e de outros países a fim de discutirem a restauração da democracia no Brasil. “Saio deste encontro alimentado pela confiança e esperança, pela certeza que vamos vencer. Eu apoio Lula porque ele é o presidente do povo” afirmou.

Petrobras

Dilma afirmou que durante os governos petistas, as refinarias brasileiras foram expandidas e modernizadas justamente para poderem refinar o petróleo bruto, além da busca pela autossuficiência em combustível. “A ‘maldição do petróleo’ é justamente o que fez o governo Temer. Exportar óleo bruto e importar seus derivados. Nessas condições, qualquer país ganha muito pouco”.

Lembrou que a reboque da política energética do petróleo, seu governo e de Lula reposicionaram toda a indústria de conteúdo local, com o incentivo para a construção de navios e plataformas de prospecção. “Nosso objetivo era produzir no Brasil aquilo que somos capazes de produzir, de transformar a indústria do petróleo não em uma mera exportação de óleo bruto, mas na geração de emprego, renda e divisas”.

Disse que inventaram que a Petrobras estava quebrada com o intuito de reduzir a produção das refinarias. “Eles conseguiram reduzir a produção. Hoje as refinarias trabalham com capacidade ociosa”. Questionou os motivos pelos quais o preço do petróleo foi dolarizado, quando os custos nacionais são em reais. “Foi uma exigência dos acionistas minoritários”. Rebateu as acusações que seu governo segurava os preços dos combustíveis. “Os preços do petróleo são influenciados por pressões derivada de guerras, dos jogos geopolíticos e não podemos permitir que interferências de outros países definam nossos preços internos”.

"Eles não defendem o interesse do Brasil. Defendem os interesses das grandes empresas petrolíferas internacionais, principalmente as que não têm reservas próprias. Porque eles sabem que o que faz a diferença entre elas é o tamanho das reservas. E o que eles querem é o acesso às nossas reservas", afirmou.

Dilma candidata ao senado?

Ao final da entrevista, questionada por um jornalista sobre sua candidatura ao senado, a ex-presidenta disse que “está avaliando". "Posso avisar que olho a questão da candidatura dentro de todo esse processo. Assim, sob o ponto de vista de construção do país, eu me disponho a fazer coisas que anteriormente não me dispunha. Mas não tenho certeza se minha contribuição será essa” afirmou.

Ante a insistência do repórter, que indagava sobre uma possível coligação entre PT e MDB, em Minas Gerais, a ex-presidente reagiu: “Cá para nós, você não acredita que eu entro em certos tipos de pegadinha! Desculpe, mas se não tenho certeza de uma posição não vou explorar. Até lá, eu estou me guardando para quando o carnaval chegar” afirmou em alusão ao refrão de uma música de Chico Buarque de Holanda.

Carta Capital 

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