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sábado, 30 de junho de 2018

Haddad passa a ser advogado de Lula e amplia dias de visita

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, coordenador de campanha do ex-presidente Lula, "assume" mais uma tarefa na próxima semana. Ele passará a ser um dos advogados que integram a defesa do petista, preso há quase três meses em Curitiba.

Formado há mais de 30 anos em Direito pela Faculdade Largo São Francisco, da USP, Haddad não construiu carreira na área jurídica. Após fazer mestrado em Economia permaneceu na vida acadêmica até adentrar na vida política, quando passou a conciliar as duas ocupações.

Seu diploma em Direito e a carteira da OAB, no entanto, abrirão as portas da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba para que o petista possa visitar Lula com mais frequência e, consequentemente, despachar assuntos da campanha eleitoral sem a ajuda de intermediários.

Antes de integrar o time de advogados de Lula, Haddad fazia parte da restrita e concorrida cota de visitas que só podia ver o ex-presidente por uma hora nas tardes das quintas-feiras. O período é destinado a amigos, mas tem sido usado pelo partido para tratar de assuntos políticos e eleitorais. Haddad havia visitado Lula apenas duas vezes desde sua prisão, em abril.

Com a mudança de status, ele terá o direito de ver o pré-candidato petista todos os dias da semana. Responsável pelo programa de governo de Lula, o ex-prefeito vem representando o petista em debates e sabatinas pelo país - dividindo o papel com Gleisi Hoffmann, presidente do PT, e Emídio de Souza, tesoureiro da legenda e pré-candidato a deputado estadual.

O mais recente encontro entre o coordenador da campanha e o ex-presidente foi nesta quinta-feira, 28. Na saída da visita, Gleisi afirmou à imprensa que Lula gostaria de ver Haddad todos os dias. O partido deverá apresentar as propostas de governo da pré-campanha nas próximas semanas.

Movimentos

Após forte divergência interna na legenda com a conversa de Haddad e Ciro Gomes (PDT) no final de abril, o ex-prefeito de São Paulo fez questão de deixar claro na noite desta sexta-feira, 29, que não há PT nas eleições sem o Lula - discurso que converge com aquele adotado por outros dirigentes da legenda.

"Como nós do PT podemos abrir mão do Lula? Não temos condição política, eleitoral, moral, programática. O PT não pode e não vai abrir mão de Luiz Inácio Lula da Silva", afirmou Haddad ao final de sua fala no debate com representantes dos pré-candidatos à Presidência da esquerda, promovido pelo movimento Quero Prévias.

No encontro, tanto o porta-voz da pré-candidatura de Manuela D'Ávila (PCdoB) como a da de Ciro Gomes focaram suas falas na necessidade de a esquerda eleger um único candidato para disputar já o primeiro turno.

Outro sinal que conduz o ex-prefeito de São Paulo a uma maior proximidade com a cúpula do partido foi seu recente ingresso na corrente majoritária petista Construindo um Novo Brasil (CNB), do qual o próprio Lula faz parte. A mudança foi vista com bons olhos entre correlegionários, que ainda o consideram um estranho no ninho, e como um alinhamento de ideias.

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