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sábado, 9 de junho de 2018

Gleisi diz que Lula é candidato mesmo se Justiça eleitoral negar registro

A presidente nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, afirmou nesta sexta-feira (8) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula será candidato a presidente "inclusive, sem a Justiça eleitoral conceder o registro de sua candidatura".

A declaração foi feita durante o que o partido batizou como lançamento nacional da pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto, nesta sexta-feira (08), em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

"Lula não está com seus direitos políticos suspensos. A suspensão dos direitos políticos só se dá em sentença condenatória transitada e julgada. A lei da Ficha Limpa não é impeditivo para uma pessoa que tenha uma sentença seja candidata", diz a senadora.

"Não é por convicção que estou dizendo isso. 145 prefeitos já foram eleitos e tomaram posse nas últimas eleições", acrescentou. "Estamos fazendo um levantamento individualizado de todos os estados dos casos em que os candidatos tiveram problemas de registro", reforçou a presidente do PT.

"(Sem Lula) não há possibilidade de pacificação do país", afirmou a senadora.

Gleisi afirmou que o debate sobre o impedimento da candidatura do ex-presidente somente vai ser discutida se algum orgão, como o Ministério Público, contestar o registro do petista no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Segundo a senadora, se isso acontecer, o partido já tem defesas bem fundamentadas para responder.

"Se o TSE avaliar que não pode, seria uma agressão contra o presidente pelo que representa essa sentença injusta contra ele", disse a parlamentar. "independentemente de ele continuar preso, ele vai ser nosso candidato. Não há restrição para isso".

A presidente do partido voltou a repetir que não há plano B para substituir Lula na disputa.

Segundo a presidente do Diretório Estadual do PT de Minas Gerais, Aparecida de Jesus, o evento é o ponto de partida de uma série de mobilizações que a legenda fará em todo o país para garantir o nome de Lula nas urnas da disputa eleitoral de outubro.

UOL 

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