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terça-feira, 22 de maio de 2018

"Na minha vida política, desde 1986, nunca estive tão só", afirma Tasso

DECLARAÇÃO de Tasso se deu após Domingos Filho anunciar reaproximação com Cid Gomes ALEX GOMES/ ESPECIAL PARA O POVO
O lançamento da pré-candidatura do general Guilherme Theophilo (PSDB) ao Governo do Ceará, no final da tarde de ontem, foi marcado pela “solidão” do grupo opositor ao governador Camilo Santana (PT). Depois de sofrer baixas de partidos que integravam a oposição, o bloco oposicionista se reduziu a apenas PSDB e Pros em torno do nome tucano.

Em meio às críticas de desembarque de siglas antes contrárias ao governo petista, o senador Tasso Jereissati (PSDB), que apadrinha a pré-candidatura do general, discursou aos correligionários e confessou a solidão que vive no Ceará.

“Eu, na minha vida política desde 1986, nunca estive tão só. Só. Isso (solidão da oposição) é inédito na história do Ceará e em outros estados do Brasil. Não existe isso. Estamos aqui apenas com esses dois partidos porque trouxemos o nosso candidato para não participar dessas negociações, porque não aceitaria”, discursou.

A primeira baixa recente foi do Solidariedade. O presidente estadual do partido, deputado Genecias Noronha, se aproximou do governo por intermédio do senador Eunício Oliveira (MDB). Ontem, foi a vez do PSD anunciar que estava negociando com o Palácio da Abolição e estava deixando a base opositora.

Ainda em fala às diversas lideranças majoritariamente tucanas, o ex-governador criticou indiretamente o desembarque do MDB, SD e PSD do bloco da oposição. “Política de negociatas, conchavos, acordos, trocas de favores. As trocas de favores sempre são usadas com o dinheiro público, o do seu imposto que é usado nessas trocas. Hoje mesmo estamos vendo que tem uma rodada de negociação lá pelas bandas do governo”, acrescentou.

Além dos tucanos, o evento de lançamento contou apenas com as presenças dos deputados estaduais Capitão Wagner e Roberto Mesquita, e do deputado federal Vaidon Oliveira. Todos do Pros.

Em meio às ausências de apoios partidários, o discurso de lançamento da pré-candidatura se baseou na aliança “com o povo”, como defendeu o senador tucano. Falando aos aliados, general Guilherme Theophilo disse preferir aliança com “a classe de bem” do que com a política tradicional.

“Conhecido eu sou no Ceará. Eu não sou conhecido da classe política. E dessa classe eu prefiro não ser conhecido. Agora, da classe de bem, aí sim, esses aí eu gosto e estou junto”, disse.

Ao O POVO, Capitão Wagner justificou o afastamento dos partidos da candidatura em razão das “barganhas”. “O Pros resolveu apoiar a candidatura do general porque acreditamos nela. Política se faz dessa forma. Se a gente começar a barganhar espaço, a gente acaba não compondo a chapa e com isso quem vai perder é o nosso candidato”.

O POVO Online

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