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quarta-feira, 23 de maio de 2018

MP e Judiciário querem governar no lugar de todo mundo, diz Ciro Gomes

O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, criticou nesta terça-feira (22) o que chamou de "invasão absolutamente intolerável" de atribuições democráticas por parte do Ministério Público e do Poder Judiciário, que, para ele, querem governar no lugar do Executivo.

A fala do presidenciável ocorreu durante a 21ª Marcha a Brasília em defesa dos municípios, mais conhecida como a "marcha dos prefeitos". O evento é realizado pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios) e reúne centenas de chefes do Executivo e secretários municipais.

"Hoje o Congresso Nacional é desmoralizado, o Poder federal desmoralizado, a autoridade política é desmoralizada, há uma invasão absolutamente intolerável, que tem de ser posto fim a ela, de atribuições democráticas por Poderes que não são votados", declarou Gomes.

"O Ministério Público quer governar no lugar de todo mundo. O Judiciário quer governar no lugar de todo mundo", completou o pré-candidato, sendo bastante aplaudido pelos participantes do evento.

Ele não explicou, no entanto, de que forma atuaria como presidente, se for eleito, para impedir que isso aconteça. Também não citou nominalmente procuradores ou juízes.

Ciro foi o segundo presidenciável a falar na marcha, sucedendo o senador Alvaro Dias (Podemos-PR). Ainda nesta terça, falam as pré-candidatas Marina Silva (Rede) e Manuela D'Ávila (PCdoB).

Antes do discurso de Ciro, o senador Alvaro Dias, ferrenho defensor da Operação Lava Jato, declarou à plateia que "temos que assumir a condição de agente público e pedir perdão ao Brasil pelo estágio de subdesenvolvimento em que nós nos encontramos".

"Esse sistema é corrupto, fracassou, tem que ser substituído. O Brasil hoje não está dividido entre esquerda e direita, está dividido entre os honestos e os ladrões da República, que assaltaram o país [...] Nós podemos mudar esse país", discursou, em tom exaltado.

Ao dizer que o país está "desarrumado", Dias convocou os prefeitos a "reviver a fé perdida nas estradas da decepção". "Vamos caminhar por esses caminhos difíceis na direção no nosso futuro", declarou.

Uol

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