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terça-feira, 13 de março de 2018

Apesar de prognóstico de precipitações intensas, março tem trégua de chuvas

Historicamente, março é o mês com precipitações mais fortes no Ceará, e o prognóstico da quadra chuvosa da Fundação Cearense de Meteorologia e Recurso Hídricos (Funceme) acompanhou esse costume. Porém, o cenário não é bem esse. Desde o último dia 4, os índices pluviométricos do Estado têm diminuído. A região mais prejudicada é a jaguaribana, onde está localizado o maior e mais importante açude do Estado, o Castanhão (atualmente com 3,75% de sua capacidade), e também o Orós.

Raul Fritz, meteorologista da Funceme, afirma que mesmo com as previsões favoráveis para este período, é possível acontecer irregularidades na precipitação mensal. Ele atribui a chuva escassa à pouca convergência de ventos alísios, massas de ar quente que tendem a subir à atmosfera e formar chuvas.
“Nem sempre março se comporta com chuva dentro da média esperada. Neste, em particular, a Zona de Convergência Intertropical diminuiu muito a atividade convectiva (a capacidade de formar nuvens de chuva) e tem formado baixa nebulosidade, não permitindo que os ventos se encontrem e fazendo com que a umidade não alcance altura suficiente para chover”, explica.

De acordo com Fritz, a média histórica de março é de 203 milímetros (mm), mas, até ontem, 12, só foram observados 40 mm (métrica calculada pela Funceme). As regiões com menos chuvas são justamente as que mais precisam: a do Jaguaribe, com 25,9 mm, e a do Cariri, com 30,6 mm. Esta última, segundo o meteorologista, é uma surpresa, pois no mês passado municípios caririenses registraram 295,2 mm. 

O Povo

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