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sábado, 27 de janeiro de 2018

Quixelô: um sindicato que não funciona e diretores fantasmas pagos com dinheiro público

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Ontem a Câmara Municipal de Quixelô teve uma sessão bem tumultuada em razão da votação de um Projeto de Lei que regulamentava as cessões de servidores para o sindicato.

Atualmente seis servidores estão cedidos, por forma de liminar, ao sindicato dos servidores municipais de Quixelô, quando a jurisprudência manda que sejam apenas dois para sindicatos com até 5000 filiados.

O PL foi aprovado por 6 votos a 4, mas a verdadeira razão para tanta confusão não é essa.

O que nós descobrimos derruba a máscara da oposição.

O José Matias ontem se superou na tentativa de convencer seus colegas a retirarem o PL de pauta. Apelou para o mais dramático discurso populista. O vereador ficou tão empolgado com os aplausos dos seus convidados que esqueceu a gramática e não lembrava mais sobre o que aprendeu a respeito de interpretação de texto, período, frase, verbo, substantivo e palavra. Foi de matar qualquer professor de português.

Mas o pior ainda estava por vir.

A Patrícia Guedes – a professora que chamou todo mundo da imprensa para falar em perseguição política por ter sido transferida – era uma das que estava cedida ao sindicato mediante liminar. Mas ela não dá as oito horas no sindicato. Ficamos sabendo que em vez de estar no sindicato a professora Patrícia estará ensinando no colégio Ruy Barbosa, em Iguatu.

Ora senhores! A professora que reclamava de corrupção, que lutava pelos outros professores, ganham uma licença remunerada através de liminar para ficar recebendo pela Prefeitura e em vez de trabalhar no sindicato em Quixelô vai dar aulas no colégio Ruy Barbosa em Iguatu e ganhando os dois salários! Todo mundo sabe disso. Só ela que acha que não.

Mas tem mais, o Zé Roberto, lembram dele? O presidente laranja do ICEQUI também está por lá no sindicato. Ele é presidente do ICEQUI, diretor no Sindicato e radialista tudo remunerado pela Prefeitura de Quixelô que único é lugar onde ele não trabalha.

Todo mundo sabe, basta perguntar na rua Artur Guedes, em Quixelô, que não existe ninguém trabalhando no sindicato. O prédio vive fechado! Quem aparece lá de vez em quando é a senhora da limpeza.

Não! Não se deve pagar salário para que isso seja feito. Isso é no mínimo desrespeitoso para com a população de Quixelô. Por isso que a professora Patrícia falou aos berros na sessão do dia 26 que “aceitava até trabalhar de graça pro sindicato.” Claro! Ela ganha mais como professora do Ruy Barbosa.

E tem mais: o sindicato nunca prestou contas dos 50.000,00 que arrecada por ano. Estamos de olho.

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