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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Travesti é encontrada morta em Moreilândia (PE); a vítima morava em Juazeiro do Norte (CE)

A travesti Pamela Pamanerk foi encontrada morta por volta das oito horas da manhã desta segunda-feira (25), no sítio Serra Mata Grande, zona rural de Moreilândia (PE), divisa com o município de Crato (CE). Segundo a Polícia Civil, a vítima de 29 anos, cujo o nome de registro é Pedro Damião Coelho, apresentava lesões no rosto e no tronco e, no momento que foi localizada, estava sem documento de identificação. Ela morava no bairro João Cabral, em Juazeiro do Norte.

O corpo de Pamela foi levado ao Hospital Municipal de Moreilândia, onde será encaminhado para Instituto Médico Legal de Petrolina (PE) para investigar as causas da morte. A Polícia Civil abriu inquérito policial e, até agora, não sabe se o crime foi motivado por discriminação.

De acordo com testemunhas, a vítima foi abordada, na madrugada de ontem (24), por um veículo próximo a Praça do Giradouro, em Juazeiro do Norte, onde Pamela fazia programas. Desde então, ela não se comunicou mais com a familiares e amigos.

Segundo Mônica Barros, amiga da vítima, ela não vinha sofrendo ameaças, mas não descarta que o crime tenha sido motivado por discriminação. “Ontem à noite falei por telefone com ela durante três horas e hoje de manhã soube disso. Aconteceu isso com ela, como pode acontecer comigo e com outras. A gente nunca tá livre desse preconceito”, afirma Mônica, que trabalhava com Pâmela.

A mãe da vítima, Maria de Fátima Coelho, foi até a Delegacia Regional de Crato (19ª Região) registrar o boletim de ocorrência e prestar depoimento. Segundo ela, Pamela morava junto com a família e possuía oito irmãos. Todo fim de semana, ela saia de casa para trabalhar e seu último contato com a filha foi na sexta-feira. “Os meninos sempre iam deixar ela no Giradouro, mas anteontem eles não estavam, aí ela foi sozinha”, conta.

Dentro de casa, Maria de Fátima afirma que a relação com Pamela era boa e que ela nunca sofreu preconceito seu ou de seus irmãos. “Éramos iguais. Do jeito que tratei os oito filhos, ela era tratada também. Ela não deixava passar um dia das mães e meu aniversário sem me dar, pelo menos, um abraço”, lembra emocionada a mãe da vítima.

Diário Cariri

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