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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Geddel é acusado de improbidade no caso Calero e de obstrução na Lava Jato

O ex-ministro Geddel Vieira Lima, que foi preso nesta segunda pela Polícia Federal na Bahia
O Ministério Público Federal no Distrito Federal denunciou nesta quarta-feira (16) o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) sob acusação de obstrução da Justiça.

A Procuradoria também ajuizou uma ação civil pública por suposto ato de improbidade praticado quando Geddel era ministro do governo Michel Temer, no caso de um empreendimento imobiliário em Salvador. O caso veio à tona no final do ano passado, em entrevista do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero à Folha.

Na primeira denúncia, Geddel é acusado de ter agido para silenciar o corretor de valores Lucio Funaro, preso em Brasília desde julho do ano passado, por meio de ligações telefônicas para a mulher dele, Raquel.

O objetivo dos telefonemas de Geddel, segundo depoimento do corretor, era monitorar o "ânimo" dele, Funaro, para fechar um acordo de delação.

O crime de obstrução da Justiça enquadra-se em artigo da Lei das Organizações Criminosas que prevê pena de 3 a 8 anos de prisão para "quem impede ou, de qualquer forma, embaraça a investigação de infração penal que envolva organização criminosa".
Registro de ligação feita pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima ("Carainho") à mulher de Lucio Funaro, em 1° de junho, entregue à PF Vamos reproduzir isso em flash que devemos subir logo mais sobre o Geddel sondando a mulher do Funaro sobre eventual delação dele.
Funaro entregou à Polícia Federal registros das ligações de Geddel, "prints" (imagens) das telas do celular, que mostram ao menos 12 ligações de "Carainho" –apelido dado a Geddel na agenda telefônica de Raquel – em oito dias diferentes, após a imprensa divulgar a delação da JBS em 17 de maio.

Folha de S.Paulo

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