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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Joesley diz que Temer indicou amigo para acordo judicial de R$ 50 milhões

BRASILIA, DF, BRASIL, 21-06-2017, 09h00: Joesley Batista, da JBS, chega para depor na superintendência da PF, em Brasília. Ele deve prestar esclarecimentos sobre as operações Bullish e Greenfield. Joesley cortou o cabelo e chegou à PF de boné e óculos escuros. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) ***EXCLUSIVO***
Em depoimento à Polícia Federal, o empresário Joesley Batista afirmou que o presidente Michel Temer tentou colocar um amigo, o advogado José Yunes, para defender o grupo J&F em uma disputa judicial.

O acordo que precisava de intermediação renderia ao escritório de Yunes, segundo o dono da JBS, que fez acordo de delação premiada, cerca de R$ 50 milhões.

Yunes é um dos melhores amigos do presidente e foi assessor especial do Planalto até dezembro passado, quando pediu demissão ao ser citado na delação do ex-executivo Cláudio Melo Filho, da Odebrecht, como intermediário de um pacote com R$ 1 milhão que conteria dinheiro para campanhas do PMDB.

Joesley afirmou, porém, que o acordo a ser feito para beneficiar o amigo de Temer nem chegou a ir adiante e que quem ficou responsável pela ação judicial foi Francisco de Assis, do departamento jurídico do grupo – também delator.

Não há informações no depoimento de Joesley sobre qual era a briga judicial nem as partes em litígio.

"Se recorda também de uma tentativa de inclusão do advogado José Yunes, por indicação do presidente Michel Temer, para intermediar um acordo com uma empresa em disputa judicial em andamento contra a J&F e que renderia ao escritório de José Yunes cerca de R$ 50 milhões", consta no termo de depoimento prestado por Joesley à PF.

Folha de S.Paulo

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