sábado, 6 de maio de 2017

Fim das coligações deixaria vários partidos sem mandatos nas casas legislativas

O fim das Coligações Partidárias excluirá da Assembleia Legislativa cearense mais da metade dos partidos hoje ali representados. Agora, a eliminação das alianças proporcionais é uma medida factível a constar do bojo das alterações na legislação eleitoral e partidária, em discussão no Congresso Nacional, também em razão da ameaça feita pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, a 30 deputados federais integrantes da Comissão Especial da Reforma Política.

Hoje, os 46 deputados estaduais, com raríssimas exceções, não têm qualquer compromisso com as agremiações que lhes emprestaram as legendas em 2014. A promiscuidade nas relações internas e externas da maioria dos 35 partidos oficialmente existentes impõe as medidas ora discutidas.

As denúncias recentes, embora mais enfáticas sobre a compra e venda de alianças para geração de maior espaço de tempo de televisão e rádio na propaganda eleitoral de candidatos majoritários, são conhecidas de todo o universo político, incluindo a Justiça Eleitoral, há décadas. E por sempre terem sido ignoradas pelas autoridades, foram até aqui um dos estímulos à criação de mais e mais novas legendas, isso sem olvidarmos das outras transações envolvendo coisas públicas, mesmo sem o recebimento direto do dinheiro.

DN Online
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