quinta-feira, 18 de maio de 2017

Fachin nega pedido de prisão de Aécio Neves e diz que não levará caso ao plenário do STF

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin proibiu Aécio Neves (PSDB-MG) de exercer as funções de senador nesta quinta-feira (18), um dia após a divulgação da informação de que ele teria pedido R$ 2 milhões a donos do frigorífico JBS. Inicialmente, as informações davam conta de que o tucano havia sido afastado do mandato, mas ele continua sendo senador.

As medidas foram tomadas com base no acordo de delação de executivos da JBS, já homologado por Fachin. Em sua decisão, o ministro impôs duas medidas cautelares ao tucano: a proibição de contatar qualquer outro investigado ou réu no conjunto de fatos revelados na delação da JBS e a proibição de se ausentar do país, devendo entregar seu passaporte.

A Procuradoria-Geral da República também pediu a prisão do tucano, mas Fachin, responsável pela Lava Jato na Corte, negou o pedido. Ao contrário do que foi informado inicialmente, o ministro tomou uma decisão monocrática, e não levará o pedido ao plenário do Supremo.

A Rede Sustentabilidade informou que vai apresentar ainda hoje uma representação contra Aécio no Conselho de Ética do Senado Federal. Caso o processo seja aberto, pode levar à cassação do senador, que também é presidente nacional do PSDB.

Desde a madrugada, a Polícia Federal realiza uma grande operação com base na delação da JBS. A informação é de que a operação já estava programada, mas teria sido antecipada depois do vazamento do conteúdo da delação pelo jornal "O Globo", que também implicou o presidente Michel Temer (PMDB).

Ao todo, cerca de 200 policiais federais cumprem 49 mandados judiciais, sendo 41 de busca e apreensão e 8 de prisão preventiva nos Estados de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão, além do Distrito Federal.

Entre os alvos está Andrea Neves, irmã de Aécio, presa na manhã de hoje na região metropolitana de Belo Horizonte. Ela também é acusada de pedir dinheiro para Joesley Batista, um dos donos da JBS, em nome do irmão.

DN Online
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