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domingo, 21 de maio de 2017

Câmara Municipal de Iguatu discute situação dos ocupantes de terrenos urbanos

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Membros de áreas ocupadas na cidade de Iguatu, na região Centro-Sul do Ceará, participaram de sessão da Câmara Municipal de Vereadores, com o propósito de levar ao conhecimento dos parlamentares o atual momento vivenciado pelos ocupantes. Houve debates e discussões entre os vereadores.

A representante do movimento, ocupante de uma área no Conjunto Filadélfia, Maria Adelaide de Souza, disse que o quadro é de incertezas. “Pensávamos que nosso problema seria resolvido”, frisou. “Viemos aqui buscar respostas e até quando ainda vamos esperar por uma solução?”

A cidade chegou a registrar no ano passado seis ocupações em terrenos e equipamentos públicos em vários bairros, com quase mil famílias alegando o direito à moradia. Atualmente, conforme cadastro por meio das secretarias de Habitação e Assistência Social, cem famílias se enquadram no direito à moradia. Os ocupantes enfrentam sol e chuva e vivem em precários barracos.

MINHA CASA MINHA VIDA

Dentre os questionamentos levados pela representante do movimento de ocupação, esteve o recente anúncio da Prefeitura de construção de 600 casas pelo Programa Minha Casa Minha Vida enquadradas na Faixa 1, com renda de até R$ 1.800,00. Nesse âmbito, os beneficiários poderão contar com um financiamento de até 120 meses, com prestações mensais que variam de R$ 80,00 a R$ 270,00, conforme a renda bruta familiar. “Muita gente não tem o que comer e nem trabalho. Como vamos conseguir o direito de uma casa se nem assalariados a maioria é? Não há como financiar”, ponderou.

Requerimento

O vereador e secretário geral da casa, Marconi Filho (Pros), encaminhou um ofício aos deputados estaduais de Iguatu, Mirian Sobreira (PDT) e Agenor Neto (PMDB), solicitando articulação de ambos junto às esferas estaduais e federais, no intuito de solucionar o problema. “O que desejamos é que as famílias tenham sua moradia”, frisou. “Infelizmente a linha de crédito das casas destinadas pelo governo Federal para construção não atende à questão econômica dos mais carentes”.

Marconi Filho solicitou dos representantes na Assembleia que trabalhem juntos ao governador e que possam articular casas populares para as famílias que ocupam as áreas urbanas. “Vamos oficializar esse documento com o propósito de resolver essa demanda”, disse.

DN Online
Jornalista Honório Barbosa

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