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segunda-feira, 27 de março de 2017

"Sou um arquivo vivo do tráfico internacional de drogas"

Prestes a completar 57 anos no próximo dia 4, os últimos cinco deles vivendo atrás das grades em uma penitenciária da Região Metropolitana de Fortaleza, o ex-militar da Aeronáutica José Tadeu dos Santos confirma o que já foi dito pelas autoridades: "sim, sou arquivo vivo do tráfico internacional de drogas". Em entrevista exclusiva concedida ao Diário do Nordeste, o piloto contou detalhes de como entrou no 'ramo' de transporte de cargas ilegais a bordo de helicópteros e porque se tornou um dos nomes mais conhecidos no Brasil quando o assunto é navegar de forma 'invisível' em rotas ilícitas.

A 'fama', segundo o próprio Santos, advém das habilidades de navegação que o tornaram um dos poucos pilotos brasileiros a fazer uso de helicópteros para transportar entorpecentes e um dos preferidos dos traficantes transnacionais. Voando a baixas altitudes para fugir dos radares e da mira das autoridades, Santos diz ter feito fortuna transportando cocaína do Paraguai até São Paulo para "figurões". No último serviço executado, o transporte de cerca de 200 quilos de pasta base de cocaína, em julho de 2012, do Mato Grosso para estados do Nordeste, acabou preso em uma operação conjunta das polícias Federal, Civil e Militar, em Picos, no Piauí.

Discurso articulado, gesticulando com as mãos algemadas e usando termos jurídicos, o paulista de São Bernardo do Campo, Tadeu dos Santos parecia estar à vontade ao contar sua história. Entrou na Força Aérea no fim da Ditadura Militar e depois trabalhou como funcionário de uma multinacional do ramo automotivo no Iraque, durante a guerra daquele país com o então rival Irã, nos anos 1980. "Pedi baixa aos 23 anos da Aeronáutica e fui para o Iraque. Passei cinco anos lá, onde casei com a minha primeira mulher", contou.

DN Online

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