sábado, 12 de novembro de 2016

Protesto contra Governo leva dezenas de pessoas às ruas de Iguatu (CE)

O protesto aconteceu na manhã desta sexta-feira, 11/11, pelas principais ruas de Iguatu se encerrando no auditório do campus multi-institucional Humberto Teixeira, na Dário Rabelo. A paralisação foi contra a PEC 241, PL 257 e Reforma da Previdência.

A concentração se deu na Praça da Caixa, e o grupo fez uma caminhada pelas ruas, com gritos de guerra puxados por centrais sindicais e participantes de sindicatos, além de populares adeptos do movimento.

Estudantes, professores e servidores do IFCE também se juntaram a paralisação. Um debate sobre o tema aconteceu no campus multi-institucional Humberto Teixeira, que hoje abriga a UECE e a URCA.

PEC 241 – Aprovada no último dia 25 de outubro, a PEC 241, que no Senado será PEC 55/2016, prevê o congelamento em investimentos públicos para os próximos 20 anos. A medida irá interferir diretamente nas verbas destinadas à Saúde e Educação, já que os repasses de verbas serão reajustados apenas de acordo com a inflação. Durante os governos de Lula e Dilma, o reajuste era feito acima da inflação.
Faixas e cartazes contra o atual Governo
SAÚDE: A medida atingirá em cheio o atendimento do SUS. Programas como o Saúde da Família, remédio grátis – especialmente os de alto custo -, o SAMU, medidas de prevenção e combate à dengue, zika e chikungunya, tratamento e prevenção do HIV e DSTs, gripe H1N1, campanhas de vacinação e outros serviços serão gravemente afetados por falta de investimento do atual governo. Isso afeta também os hospitais públicos, além dos convênios com as Santas Casas e hospitais filantrópicos.

EDUCAÇÃO: Vai faltar dinheiro para construção, manutenção e reforma de escolas e creches; os salários dos professores ficarão congelados e não haverá novas contratações. Material e uniforme gratuito, merenda, transporte escolar serão cortados ou reduzidos. Programas como Fies e o Pronatec estão suspensos e não terão novos contratos. O governo ilegítimo acabou com o Ciência sem Fronteiras, bolsas para estudantes e pesquisadores, e cortou quase pela metade as verbas para universidades. Além disso, foram cancelados programas de alfabetização de jovens e adultos.

FOTOS: Juan Carlos e Tony Alvarez
Mais FM
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