segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Policiais civis em greve realizam manifestação em Iguatu (CE)

Pela manhã, em Iguatu, policiais da Delegacia de Defesa da Mulher, Delegacia Regional de Iguatu e aproximadamente 50 policiais que se deslocaram do Cariri para reforçar o ato, fizeram uma caminhada e panfletagem.

O Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol-CE) promoveu dois protestos, ontem, no Estado. Em Iguatu ocorreu uma caminhada no período da manhã. À tarde, houve uma manifestação defronte à sede da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Pela manhã, a vice-presidente do Sinpol, Ana Paula Cavalcante esteve em Iguatu, junto de policiais da Delegacia de Defesa da Mulher, Delegacia Regional de Iguatu e aproximadamente 50 policiais que se deslocaram do Cariri para reforçar o ato.

Na ocasião, os mais de 100 policiais civis reunidos promoveram uma panfletagem. Em Fortaleza, o Sinpol mobilizou policiais que saíram do acampamento, em frente ao Palácio da Abolição, e se deslocaram até a DHPP. Lá, o presidente do Sindicato Francisco Lucas leu uma carta de repúdio a supostos assédios praticados por delegados contra os policiais em greve.
Hoje, o Sindicato está convocando a categoria para estar presente em um ato na Assembleia Legislativa do Ceará (Alce). Marcado para as 11h, o protesto tem como objetivo, conforme o Sinpol, mobilizar parlamentares para atuarem como mediadores no impasse com o Governo.

A greve da categoria foi declarada ilegal pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) ainda em setembro deste ano. Uma multa diária de R$ 3 mil para os diretores do Sinpol e de R$ 800,00 para os demais policiais.
A paralisação foi suspensa e retomada no dia 27 de outubro último. O Estado ingressou na Justiça para aumentar o valor da multa. A solicitação foi atendida.

Os valores, em caso de desobediência, passaram a ser de R$ 5 mil para o comando de greve e R$ 1,5 mil para inspetores e escrivães. Além disso, a CGD investiga possíveis transgressões disciplinares dos grevistas.

Diário do Nordeste

Um comentário:

Ricardo Arrais disse...

A principal reivindicação é o reconhecimento do nível superior e a reestruturação salarial, bem como, aumento do efetivo e melhores condições nas delegacias, compromisso assumido pelo governador Camilo Santana documentado e assinado. Sobre os 22% de aumento que o governador fala aos quatro ventos, nao é verdade, nenhum policial civil recebeu qualquer aumento salarial, fato é que foi aprovada uma lei que corrige distorções nas promoções da carreira, tornando automática a chegada no último nível, que nao ocorria antes e prejudicava o pessoal mais antigo da corporação, fato semelhante ocorreu na PM quando foi aprovada a Lei de promoções.