terça-feira, 8 de novembro de 2016

Petrobras decide cortar de novo preço de gasolina e diesel nas refinarias

A Petrobras informou nesta terça-feira (8) que decidiu diminuir novamente os preços dos combustíveis nas refinarias para que fiquem mais alinhados com os preços no exterior. A gasolina ficará 3,1% mais barata, em média, e o óleo diesel, 10,4%.

A mudança é no preço das refinarias, o que significa que o preço final para o consumidor pode não cair necessariamente na mesma proporção.

Se esse reajuste for repassado ao consumidor integralmente, a gasolina pode cair 1,3% ou R$ 0,05 por litro e o diesel, 6,6% ou cerca de R$ 0,20 por litro.

Preços serão revistos pelo menos uma vez por mês

A nova política de preços da Petrobras é norteada por dois fatores: o preço do petróleo no mercado internacional (incluindo gastos com transporte e taxas portuárias) e uma margem para lucro, impostos e proteção de riscos, como variações na cotação do dólar.

A empresa diz que não vai cobrar preços abaixo dos praticados no exterior, ou abaixo dos custos.

Os preços serão revistos pelo menos uma vez por mês pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços da Petrobras, formado pelo presidente da estatal, Pedro Parente, o diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Ramos, e o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Ivan Monteiro.

Petrobras não repassou preços no passado

A política de preços da Petrobras foi alvo de críticas no passado, principalmente no governo da presidente Dilma Rousseff. Os preços dos combustíveis no Brasil são controlados pelo governo, que é sócio majoritário da petroleira.

A estatal mantém o monopólio na produção e importação do combustível no país. Em geral, a empresa compra combustíveis no exterior e revende-os no país.

No início do ano, a cotação do petróleo no mercado internacional caiu a níveis históricos, mas a Petrobras decidiu não repassar essa queda para o preço dos combustíveis. Ao importar combustível mais barato e vendê-lo pelo mesmo preço de antes, os ganhos da Petrobras com a revenda aumentaram.

Na época, críticos afirmaram que, ao manter os preços artificialmente, o governo estava usando a política de preços para recuperar parte do que perdeu quando o petróleo estava caro lá fora --e o preço não subiu aqui-- e para tentar aliviar as contas da Petrobras, em meio a um endividamento muito grande da companhia.

A então presidente Dilma Rousseff disse, na ocasião, que "o governo não tem nada a ver com subir ou baixar o preço da gasolina" e que cabe à Petrobras avaliar se é o caso de reduzir os preços dos combustíveis no país.

(Com Reuters)
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