sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Greve dos bancários deixa 75% das agências fechadas em todo o Ceará

No 11º dia de paralisação, o Sindicato dos Bancários do Ceará registra 418 das 560 agências existentes no Estado ficaram de portas fechadas, representando 75% de adesão. Em Fortaleza, das 269 agências, 199 paralisaram. No interior, 219 das 303 unidades existentes permaneceram fechadas. Em todo o Brasil, 12.727 agências e 52 centros administrativos fecharam, o que representa 54% de agências paradas no país.

As principais reivindicações dos bancários são o reajuste salarial de 14,78%, aumento na PLR, nos vales refeição, alimentação, auxílio-creche/babá, piso salarial maior, 14º salário, fim das demissões – e ampliação das contratações –, melhores condições de trabalho nas agências digitais, mais segurança nas agências bancárias e auxílio-educação.

“Os banqueiros insistem em manter a intransigência. Já se vão duas semanas de total desrespeito não só com a categoria, mas também com a população. Foram eles que nos empurraram para a greve e são eles que nos forçam a permanecer nela. Com os altos lucros, os bancos podem, sim, nos conceder aumento real, além de uma proposta digna”, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra.

Reivindicações

A categoria havia rejeitado a primeira proposta da Fenaban - de reajuste de 6,5% sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. A proposta seguinte, também rejeitada, foi de reajuste de 7% no salário, PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, além de abono de R$ 3,3 mil.

Os sindicatos alegam que a oferta não cobre a inflação do período e representa uma perda de 2,39% para o bolso de cada bancário. Os bancários querem reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial - no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) -, PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho.

A Fenaban disse em nota que "o modelo de aumento composto por abono e reajuste sobre o salário é o mais adequado para o atual momento de transição na economia brasileira, de inflação alta para uma inflação mais baixa".

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